O momento econômico do Brasil aumentou o número de desempregados no país. Além de lidar com o desânimo, o trabalhador deve se preocupar em como fazer o dinheiro da demissão render e garantir os gastos essenciais enquanto não encontra um novo emprego. Para isso, é preciso saber os direitos trabalhistas devidos na rescisão e ir além.

 

Veja as dicas que buscamos com alguns de nossos clientes que já passaram por uma demissão de como economizar no desemprego.

Não tome decisões imediatamente

A pior escolha em uma gestão financeira é aquela feita carregada de emoções. O trabalhador que quer economizar no desemprego não pode deixar a racionalidade de lado na hora de tomar decisões. Isso atrapalha qualquer tentativa de planejamento de recursos, que já estão mais escassos do que antes.

É importante conversar com os familiares para esclarecer a situação, especialmente com o(a) companheiro (a), que pode ajudá-lo a manter a cabeça no lugar.

Refaça o orçamento

A melhor dica para fazer o dinheiro da demissão render é refazer o orçamento. Qualquer especialista financeiro aponta essa medida como essencial, uma vez que a entrada de recursos é pequena, se comparada à situação de emprego. Para refazer o orçamento, veja algumas dicas:

  • Reduza as despesas ao mínimo necessário, o suficiente para arcar com os gastos essenciais;

  • Liste a receita e a despesa total para estimar o tempo de duração dos recursos financeiros;

  • Categorize os gastos: educação dos filhos, prestação da casa própria, alimentação e outras despesas são gastos essenciais. Mas lazer é um gasto supérfluo que pode ser reduzido ou eliminado temporariamente. Há gastos que estão entre os essenciais e os supérfluos, que devem ser avaliados em cada caso, como TV a cabo, cobertura dos seguros.

Avalie sua reserva de emergência

Se você é do tipo precavido, possui uma reserva de emergência para as situações de dificuldades. Em geral, esses recursos são suficientes para um período de 3 a 6 meses, no mínimo. Quando ela é somada ao dinheiro da demissão, possibilita que você tenha um fôlego extra, podendo fazer o dinheiro da demissão render mais.

Mas lembre-se de que o fato de ela existir não o exime da responsabilidade de refazer o orçamento. E uma dica: a reserva de emergência não se confunde com a reserva destinada à aposentadoria.

Cuidado com o empreendedorismo

Você recebeu as verbas rescisórias e, como foi demitido sem justa causa, está gozando de seguro-desemprego. Este benefício pode ser pago durante 3 a 5 meses, conforme o número de meses trabalhados. Imagine que você receberá o seguro por 5 meses. Somado às verbas devidas pela demissão, é um valor considerável, certo?

Neste momento, é muito comum que algumas pessoas pensem em empreender. Afinal, o empreendedorismo cresceu bastante nos últimos anos. Neste ponto, se você quer fazer o dinheiro da demissão render, é preciso ter muito cuidado. Usar o dinheiro para comprar uma franquia ou montar uma pequena empresa é muito arriscado, visto que a economia não anda bem.

O ideal é que se tenha um dinheiro para o sustento individual ou da família, bem como para um possível empreendimento. Se não há recursos suficientes para os dois, não empreenda.

Conheça seus direitos

Conhecer os direitos trabalhistas devidos na hora da rescisão trabalhista pode fazer o dinheiro da demissão render? Não diretamente, mas conhecê-los é essencial para saber se houve ou não desrespeito a eles.

Quando alguma situação vai contra a CLT, o trabalhador pode buscar a reparação. A indenização trabalhista seria uma forma de melhoria da situação financeira, ajudando o trabalhador a se manter até encontrar uma nova ocupação.

Considerando isso, veja a seguir os direitos devidos no caso de demissão sem justa causa, em que não há motivo para o fim do vínculo:

  • Saldo de salário, pago pelos dias trabalhados no mês da demissão;

  • Férias vencidas ou proporcionais, com adicional de 1/3, observadas possíveis faltas;

  • 13º salário: pago na proporção dos meses trabalhados;

  • Aviso prévio;

  • FGTS: possibilidade de saque, além da multa de 40% sobre o saldo;

  • Seguro desemprego;

  • Direitos adicionais próprios de algumas categorias, como os bancários.

Se, entretanto, houver demissão com justa causa, o trabalhador só terá direito ao saldo de salário e às férias vencidas. Isso diminui consideravelmente o valor recebido.

Se você fez um acordo para demissão e não concorda com ele, você também pode rever se o acordo respeitou seus direitos e buscar uma indenização nos casos de ilegalidades.

O trabalhador pode adotar práticas para fazer o dinheiro da demissão render, mas isso passa pelo recebimento correto das verbas rescisórias. Caso tenha algum erro de cálculo ou de pagamento por parte do último empregador, o ex-empregado deve procurar auxílio para fazer valer seus direitos.

 

Você adota outra prática para fazer o dinheiro da demissão render? Conte para a gente sua experiência!